Quando eu comecei a trabalhar na Visu, agência em que trabalho atualmente, era época de campanha política. Em época de campanha a agência se divide para dar conta dos trabalhos de outros clientes também. Mas eu fui pra equipe da política. O estúdio ficava perto da casa da minha vó. Minha mãe ia trabalhar mais cedo e me deixava na minha vó para que eu fosse mais tarde e pudesse descansar um pouquinho lá. No caminho eu costumava fazer uma brincadeira idiota com a sorte. Havia dias em que todos os semáforos do caminho eram verdes e então eu tinha fé de que aquele dia seria bom. Nos dias em que os semáforos eram vermelhos eu torcia para estar enganada. Idiota né?


Sou cheia dessas coisas, fico procurando sinais que provem que meus dias serão bons. Minha irmã diz que teme os dias em que ri muito porque quando ela muito ri é sinal de que mais tarde irá chorar. Comecei a temer isso também.
É besta isso, eu sei. Mas acho que todo mundo tem um pouco disso. Todo mundo tem um amuleto da sorte. Meu amuleto é minha mãe. Esses dias mesmo me lembrei que há pouco mais de um ano atrás eu tava passando por uma situação bem chata. Aquele tipo de situação que você não consegue parar de pensar, sabe? Que dá uma angústia. Quando tudo que você quer fazer é dormir pra ver se esquece, mas você não consegue dormir. Enfim, era final de semana e a única coisa que me fez melhorar foi deitar ao lado dela quietinha, debaixo das cobertas e assistir faustão. Eu odeio Faustão. Mas naquele dia parecia o melhor programa do mundo. Na tv tocava:

"Eu queria ter na vida


Simplesmente

Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca 
De varanda
Um quintal e uma janela

Para ver o sol nascer " 

Essa música é tão linda. Naquele dia eu pensei que seria perfeito se eu pudesse estar refugiada em um lugar como o da música, mas não seria nada se não a tivesse junto comigo.

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Oi lu, tá tudo bem com você?
Assisti Elena e nos primeiros 20 minutos eu já tava chorando feito uma louca, muito pior que você em A Culpa é das Estrelas e O caçador de Pipas. Dá pra imaginar? Era feriado, eu estava em meu quarto deitada tranquila, quando BANG! O filme me atirou uma nostalgia que demorou dias para amenizar, amenizar, porque o sentimento ainda não passou, mas o choque sim. Tanto que só agora consigo escrever sobre. E você sabe o quanto eu sou nostálgica, né? Vive me dizendo isso e se não é isso é que eu sou rancorosa "Ai Laiz você guarda muito rancor". Sem esforço consigo te imaginar dizendo isso, é tão natural, tão você. Fiquei tão em choque que fui tomada por uma vontade imensa de te escrever, te mandar uma mensagem ou te ligar. Não fiz nenhuma das opções. Sorte minha porque era bem tarde e você me mataria. Saí falando pra todos os amigos próximos sobre como estava encantada com o filme e fiquei tentando convencê-los daquele jeito que eu sempre faço porque sou quase uma testemunha de Jeová dos filmes. Consigo explicar isso com uma frase do livro A Culpa é das Estrelas "“… Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, até que, todos os seres humanos o leiam…” 

Elena 

Elena é o tipo de filme que desperta em cada pessoa um sentimento, uma reflexão. Em mim ele só despertou uma coisa, você. A cada cuidado de Elena com Petra, a cada carinho trocado, a cada zelo mesmo nos tempos mais difíceis para Elena eu me lembrava de você. Me lembrava de como eu costumava te seguir para todos os lados e em todos os atos, te imitava até na hora de dançar. Óbvio que eu era mais desengonçada, maaaas... Me lembrava de todas as vezes em que você me defendeu, todas as vezes em que você me levou para sair, todas as vezes que você cuidou de mim. Me lembrei de tanta coisa, tantos momentos. Me lembrei de como você aceitou passar grande parte da vida dormindo em camas grudadas para que eu não caísse. Me lembrei até de quando você me derrubou do velotrol escada abaixo. Sabe por que isso aconteceu? Porque você cuidava de mim, se não cuidasse isso jamais teria acontecido. Um segredo: eu nem me lembro disso, só digo que lembro para te encher o saco, sua preocupada.
Puta merda, eu devo ser uma pessoa de muita sorte mesmo porque eu tenho como irmã mais velha uma pessoa que nasceu com o dom de ser mãe. Eu só tenho que te agradecer porque quando eu cheguei e perguntei "Tem lugar pra mim?" você não só disse sim como fez de tudo para que o mundo fosse um lugar melhor pra mim. Amo você.
Luíza 


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Quando eu tinha 4 anos eu queria muito ter uma baby barriguinha. Era uma boneca rosa da eliana que você enchia a barriguinha dela com uma mamadeira de ar e depois para esvaziar colocava uma chupeta. Ao esvaziar as bolinhas da chupeta se chacoalhavam com o ar. Era uma graça.



Olha que gracinha, gentem.



 
Essa é a baby mônica barriguinha, mas dá pra entender como funcionava né? 


Eu só ia ganhar minha baby barriguinha no natal. Era o trato. Presente só natal e aniversário. Mas as minhas amigas já tinham a bendita boneca porque faziam aniversário no fim do ano. Um dia eu estava triste porque não tinha uma baby barriguinha para brincar e uma dessas amigas me emprestou a sua baby barriguinha e até hoje nós somos amigas. Legal né? Beijos, Amanda. Saudade de você. Quando sua primeira filha nascer vou revirar o Brasil atrás de uma Baby Barriguinha pra ela, ok?
Esse texto é pra falar que eu tenho uma memória afetiva absurda. Eu conto umas coisas pra minha mãe e ela não acredita que eu lembro. Tenho um novo amigo que tava reclamando essa semana que não consegue se lembrar da infância. Fiquei com dó dele. Contei pra ele a história da baby barriguinha e ele comentou que a boneca parece um ser demoníaco. Então tá né? O problema é que é só a memória afetiva que é boa, coisas da escola, por exemplo, eu não lembro de quase nada. A maioria das coisas que lembro é porque tinha algum acontecimento importante envolvido, alguma piadinha que me fez rir por semanas, alguma dancinha, alguma música feita para decorar a matéria ou algum assunto que chamou minha atenção por algum motivo. Essa semana ainda comentei com meu cunhado, há diversas fórmulas que eu me lembro, mas não sei pra que que serve. Fazer o que né? É  a vida.

Isso sim é bizarro. Não a baby barriguinha.




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Eu faço aula de zumba já tem um tempo. Desde que abriu na academia eu fui correndo fazer. Adoro.
E na aula de zumba você se sente assim:


E na verdade está assim: 


Eu sempre amei dançar. Essa semana uma amiga tava me contando que já fez escândalo na escola para pegar o papel principal na peça de teatro, eu já fiz praticamente a mesma coisa. (Ai como eu amo me relacionar com gente parecida comigo. Beijo, Fran.) Quando eu fiz escândalo foi porque eu não queria dançar vestida de anão da Branca de Neve. Poxa vida, dançar de anão da Branca de Neve era pedir pra sofrer bullyng pro resto da vida, a escola inteira veria a apresentação, pior ainda, todas as crianças da cidade veriam aquilo e sabe como é criança de 10 anos.


 Mesmo que eu nunca tenha sido boa em dança eu sempre amei. Como eu sei? Porque eu não era a turma que ficava na frente da apresentação. Sempre davam um jeito de me esconder. #Mimimi Música dramática ao fundo. Sempre prometi que assim que acabar a faculdade eu volto para o balé, mas enquanto não dá me contento com zumba e queimo umas calorias, porque né?


Ops, carreguei a imagem errada. De novo... porque né?




Há um tempo atrás eu não fazia nada de academia aos sábados, agora eu faço thai ( muhaha cuidado, zinimigas). Em breve farei um texto só sobre isso. Aí que eu pensei : "Já sei preciso de uma vídeo aula de zumba pra eu fazer em casa". Eu já dancei zumba no x-box e era super divertido. Eu tenho problema em realizar atividades sozinha, eu simplesmente não consigo. Fico absurdamente entediada na esteira, olho no relógio o tempo todo, troco de música, converso no whats e quase sofro um acidente fatal. Não dá, é frustante quando eu vejo que mesmo depois que eu termino de correr uma eternidade, pagando mico porque eu corro muito esquisito, e eu só perdi uma barrinha de cereal.

Essa mulher só tá feliz na esteira porque é banco de imagens e no banco de imagens eles te pagam para ser feliz. Já reparou que o pessoal do banco de imagens tem tudo a mesma cara?! 
Aí eu fiquei anos matutando a ideia do dvd de zumba porque quando eu quero uma coisa eu passo dia e noite pensando. Comentei com um tanto de gente na academia, dei indiretas para alguém arrumar pra mim, em vão e então um belo dia eu arrumei. Tive que xavecar o moço pra ele me vender só um, dar uma jogadinha de cabelo, um sorrisinho besta. To zuando né, gente? Eu só pedi com educação. Não sei ser sexy. Eu sendo sexy é mais ou menos assim:



Enfim, comprei o dvd e tá parado aqui em casa. Por que? Sou péssima em fazer atividades sozinhas. Sério, me sinto muito ridícula tentando acompanhar o moço da tv com a dublagem horrorosa.abe aqueles programas de ginástica de filme americano? É tipo aquilo só que pior. Sempre que eu via na casa de alguém aqueles trambolhos de fazer abdominal que a pessoa compra pra fazer em casa e nunca faz e eu achava engraçado, só que meu dvd é praticamente isso. Numa versão mais econômica, bem mais,porque eu posso até ser besta, mas eu sou pobre.

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Desde pequena quando eu imagino o fim do mundo eu não o imagino na minha cidade. Como se minha cidade fosse protegida dessas coisas, sabe? Acho que é culpa do cinema, sempre que tem fim do mundo aparece só cidade grande, já reparou? Não consigo imaginar o fim do mundo aqui, não mesmo.Não consigo imaginar a catedral em ruínas, o supermercado saqueado, é tudo muito distante da minha realidade.

Essa é a catedral de Guaxupé. Símbolo máximo da cidade. Não dá pra imaginar ela em ruínas. 

Na verdade quando eu era pequena eu sempre vi meu pai meio como herói ,ele nem desconfia disso, mas eu costumava imaginar que se alguma merda muito grande acontecesse, ele daria um jeito e minha família estaria protegida. Eu imaginava ele colocando eu, minha mãe e minha irmã no carro e fugindo para algum lugar seguro que ele tinha descoberto. Engraçado que meu pai nunca fez o tipo herói. Meu pai é o oposto da minha mãe, daquele tipo que tem uma enorme dificuldade em demonstrar afeto, mas eu o imaginava assim. Meu pai é muito mais Bart Simpson que Super herói. Mas eu amo o Bart Simpson, ok? E eu não me importaria nenhum pouco em ser a liza. (Quando eu era menor meu msn era liza_sty, vergonha alheia do meu passado).

Quando vou pra casa da minha vó Ana e do meu vô Quiqui, sinto que estou no lugar mais protegido do mundo. Não acho que alguma coisa de mal pode acontecer comigo enquanto estou lá e se acontecer alguma coisa não será algo tão grave, não será algo que não possa ser solucionado com amor, carinho, a comida da minha vó e os mimos infestados de glicose do meu avô. Açúcar não resolve problemas, mas traz felicidades por alguns segundos.

 Imagem meramente ilustrativa. Minha vó e meu vô nem são assim. São muito mais gracinhas que isso. 

Acho que é porque fim de mundo é o tipo de coisa que você nunca imagina que aconteceria com você. Engraçado porque se eu to no mundo é óbvio que eu seria afetada. Mas entende o que eu quero dizer? A gente se acha imune a uma porção de coisas, é natural isso. Há uma infinidade de coisas que eu não acredito que um dia aconteceria com minha família. Espero do fundo do meu coração que meu sexto sentido esteja mais uma vez certo.

Adoro essa música
"Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou" 

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"Eu costumo imaginar como as pessoas reagiriam à minha morte." Essa cena é do filme Submarine, um filme muito fofo. Se não viu, veja, a trilha sonora é do Alex Turner, vocalista do Arctic Monkeys. Eu sempre fiz isso, sempre imaginei como as pessoas reagiriam à minha morte. Já deixei até combinado com minha irmã quem eu quero que ela expulse do meu velório fazendo barraco pra liberar a tensão. Não entendo porque que gente que não gosta de alguém em vida finge gostar quando morre. Mas deixa isso de assunto pra outro texto porque tenho muito o que falar sobre.
Eu voltando para te assombrar. Luiz, te amo. hahahahaha

Sempre que morre alguém por alguma fatalidade, as pessoas reviram a vida dela em busca de indícios. Acho curioso isso. O mesmo acontece se a pessoa comete um crime, reviram o facebook até encontrar algo que justifique. O menino gostava de games violentos, a culpa é dos games. O suspeito falou para o amigo que tinha vontade matar o assassinado. Eu acho engraçado porque muitas vezes pode não ter nada a ver. As pessoas falam tanto, escrevem tanto, falam tanta porcaria que é natural que essas coisas aconteçam sem que tenha nada a ver. Quantas vezes você não disse que queria matar fulano?! Eu já, muitas. Tenho uma amiga que costumava detalhar como seria o crime, mas tudo não passava de uma brincadeira, eu acho.

Tudo aquilo que você posta pode um dia ser usado contra você. "Sou responsável pelo que eu digo e não pelo que você entende" não se aplica bem a isso porque você acaba levando pelo aquilo que os outros entendem. Outro dia um amigo brincou que me ama no facebook e até hoje vem gente me perguntar se a gente tá ficando. Um outro amigo fez uma brincadeira e quase foi linchado (beijos, Luiz. Te amo). Quem nunca teve uma desilusão facebookiana amorosa?! Você conhece alguém, a pessoa parece linda e interessante até que você mexe no facebook e fim. Acabou. The end. Toda aquela química vai pra lixeira.


O fato é que eu fico imaginando se algum dia acontecesse algo comigo. (Juro que tenho mais medo de ser a condenada que a assassinada. Prefiro ser vítima, deve ser horrível o sentimento de culpa. Culpa é algo que não te deixa nem por um segundo. Imagina culpa de algo muito grave?!) Enfim, fico imaginando a tv fuçando meu face e procurando indícios nas coisas mais babacas do mundo, coisas que escrevi totalmente sem pensar. Tipo esse texto, se um dia acontecer algo comigo esse texto será lido e aí então eu serei chamada de Laiz, a premonidora. 

 
Dá uma olhadinha no trailer ; )

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Tenho dislexia auditiva desde sempre. Não, esse termo nem existe. Dislexia é só para dificuldade em ler e escrever, mas como não havia um termo que descrevesse o que eu tenho tratei logo de inventar. Eu tenho uma enorme dificuldade em ouvir. Isso não é um texto reflexivo sobre como as pessoas devem ouvir mais e falar menos. Eu também tenho essa dificuldade, mas disso todo mundo já sabe. Até brinquei outro dia que tenho dois ouvidos e uma boca, mas tenho 10 dedos nas mãos então eu escrevo merda pra caramba. (sou lady e não vou falar palavrão. beijos mami.) Falei disso no texto Um livro aberto, se quiser ler clique aqui .

O problema é que não consigo me concentrar naquilo que ouço. Acho que cada pessoa tem um tipo de inteligência e tenho certeza de que a minha não é essa. Na faculdade, por exemplo, todos acham que eu sou uma nerd por anotar tudo aquilo que o prof fala, só que se eu não anoto eu simplesmente não entendo nada. Isso desde a escola. Eu preciso ler para entender, se escrever melhor ainda.



Só assisto filme se for com legenda, mesmo em português. Odeio com todas as minhas forças falar ao telefone (ainda vou falar sobre isso). O vagalume (vagalume é um inseto interessante, né?) é meu melhor amigo, mesmo músicas nacionais eu não faço ideia do que está sendo dito sem antes dar uma pesquisada. Inglês então é praticamente impossível. Lembro que na época em que eu fazia wizard aquele exercício listening era uma tortura na minha vida, sempre arrumava uma desculpa para não fazer: Não rodou no computador, meu aparelho de som tá estragado e meu discman também (sim, eu sou dessa época).

É um grande problema, gente. Não consigo manter um diálogo saudável sem dar uma viajada legal. A pessoa tá lá falando e eu fico: oi? que? Ou então muitas vezes acabo concordando e sorrindo sem fazer a mínima ideia do que ela falou, se me xingou ou pior ainda, xingou a mãe.



Acho que é porque eu viajo muito também, sabe? Eu penso em tanta coisa ao mesmo tempo que é normal que eu me sinta meio louca às vezes. Acho que eu tenho um fone de ouvido invisível que impede que eu preste atenção nas coisas. Isso acontece no diálogo com todo mundo, mas se o cara for gato aí que eu não entendo porra nenhuma mesmo. Fico parecendo uma idiota, é constrangedor. Tá foda.

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Eu não sei ser feliz sozinha. Eu descobri isso há um bom tempo. Isso não é um texto sobre o desespero por um homem em minha vida, é um texto sobre solidão.  Não que esteja chovendo homem, se chovesse eu cantaria its rainning men na chuva e faria uma dancinha bem brega daquelas dignas de vergonha alheia.
Um dos clipes mais engraçados.

Acho que ninguém consegue ser feliz sozinho, Tom Jobim disse isso. "Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho". Se fosse a Joelma eu até discordaria, porque né? Alguém acredita naquele papinho de que a lua traiu ela? Não dá né? Não rola, não desce.
Tão participando desse evento já?! É tanto evento. Beijos pro Luiz que participa dos melhores.


Enfim, eu tenho aflição de ficar em algum lugar sozinha, mesmo que seja esperando por alguém. Na verdade, eu odeio esperar porque sou extremamente pontual, mas deixa essa conversa pra outro dia. Odeio ficar em casa sozinha, almoçar sozinha. Quando eu fico sozinha eu como demais, penso demais, me preocupo demais, faço textos mentais que somem na hora de passar para o papel. Amo estar com minha família, não aguento ficar uma semana longe de minha mãe que morro de saudade. Eu amo estar rodeada de amigos, bons amigos e não conhecidos que falam mal de mim quando viro as costas. Acho fundamental estar rodeada de pessoas que me fazem bem.


Mesmo sozinha eu dou um jeito de não ficar sozinha. Música por exemplo é uma excelente companhia. Fones de ouvido são meus aliados desde sempre. Sou apaixonada em livros, seriados e filmes. Adoro hibernar no final de semana, só eu e eles. Quando faço isso, não estou sozinha, muito pelo contrário estou acompanhada das melhores companhias do mundo. Personagens que me dão tapa na cara na hora em que preciso, que me ensinam coisas, me ensinam a dar valor em coisas. Personagens com os quais me identifico ou identifico pessoas que amo, odeio ou simplesmente conheço. Personagens que me inspiram, que são fortes, que superam coisas que eu jamais conseguiria me imaginar superando.Personagens que me fazem tão bem quanto meus amigos.

"Mary e Max" é meu filme preferido *___*

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Um amigo estava citando seus defeitos (citar seus próprios defeitos é um ótimo exercício, experimente) e disse: Odeio mulher que não faz a unha. Bom, não tomei como indireta porque eu sempre faço. Gente, quem foi que inventou que tem uma parte do corpo que a gente deve pintar porque fica bonito?! Sei lá, se for pra pensar é meio esquisito. Amo estar com as unhas bonitas, adoro esmalte. Não sou aquelas loucas por esmalte que colecionam e têm coragem de pagar 60 conto num vidrinho, mas adoro. Sou até supersticiosa em relação a cores (falei disso no vídeo da Risqué, saudades s2 s2). Se eu uso uma cor e acontece algo muito ruim eu nunca mais volto a usá-la, se acontece algo bom ela vira praticamente meu amuleto da sorte. No momento estou in love com amarração para o amor da Risqué e acho que esse amor não vai passar tão cedo. Só se acontecer algo ruim enquanto eu estiver usando porque isso é mais forte que qualquer beleza, mais forte que qualquer amor, mais forte que eu.

Essa unha não é minha, peguei no google. Mas não é a cor mais linda do mundo?!?!


Mas isso me lembrou um fato. Eu sempre estou com as unhas lindas e quase ninguém fala nada, é muito raro alguém chegar e falar: Nossa, Laiz que unha linda. Parabéns.  Agora experimenta eu ficar sem fazer?! Já aconteceu, chegaram várias pessoas e falaram: Credo que desmazelo. É triste, sabe? hahahaha Parece um texto fútil e ridículo, mas  o que quero dizer é que na vida as pessoas reparam muito mais nos seus erros que nos seus acertos. Acerte mil vezes, erre uma e é disso que as pessoas se lembrarão. Ai que texto clichê.


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