Eu admiro muito a Audrey. Não é que eu tenha visto todos os seus filmes, decorado sua biografia, nem nada do tipo. É algo que eu não sei explicar. Acho que é porque eu queria ter a elegância e beleza dela. Acho que uma pessoa nasce elegante, nasce phyna. Quando Lulu diz que vê um novo começo de era com gente phyna, elegante e sincera. Eu imagino algumas pessoas nesse novo começo de era. Uma dessas pessoas é a Audrey.
Audrey me ganha no filme bonequinha de luxo quando diz:
"Pobre gato velho, pobre coitado, pobre coitado sem nome.Eu não tenho direito de lhe dar um.Não pertencemos um ao outro, nos encontramos nas margens de um rio.Não quero possuir nada até ter minha própria casa. Não sei onde fica, mas sei como é. É como a Tiffany’s.
_Está falando da joalheria?
_Isso mesmo, adoro a Tiffany’s. Escute, sabe aqueles dias tristes?
_Dias tristes? Quando está de baixo astral?
_Não, fico deprimida quando engordo ou quando chove, fico triste e só. Os dias tristes são horríveis, você tem medo e não sabe do que. Você já se sentiu assim?
-Claro
-Só consigo me livrar disso pegando um táxi até a Tiffany’s, isso logo me acalma. Naquele lugar tranqüilo e sofisticado.nada de mau pode acontecer. Se encontrasse um lugar onde me sentisse como na Tiffany’s então compraria móveis e daria um nome ao gato!" 

Tem dias que são tristes e só, né? Não tem um porquê exato. A gente só quer que o dia termine logo, quer chegar em casa, tomar um banho gostoso, colocar pijamas limpos, deitar a cabeça no travesseiro e dormir até a tristeza passar. Eu nunca tive depressão, nunca mesmo, sou muito sortuda por isso. Mas muitas vezes na vida eu senti uma tristeza tão profunda e ás vezes sem motivo. Várias vezes eu senti uma tristeza que não passava e que quando passava logo voltava e então eu pensava: Será que agora é depressão? E agora? E até hoje nunca foi depressão. Acho que ninguém acreditaria se eu tivesse depressão, juro que imagino as pessoas questionando e eu seria obrigada a ser feliz de novo ou me fazer de feliz de novo.

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Quando eu tinha 10 anos uma gata deu cria no telhado da minha casa e seu filhote caiu. Criança é boba e se ilude fácil, decidi que aquele gatinho amarelinho seria meu. Eu cuidaria dele, ele melhoria e  a gente seria feliz pra sempre, igual em filme. No outro dia quando cheguei da escola fui correndo ver como estava o bichinho, mas ele não estava. O meu pra sempre durou só um dia. Chorei tanto, mas tanto, de uma forma inexplicável. Parecia birra, não havia motivo pra chorar daquele jeito, não tinha porque chorar por algo que ficou comigo por tão pouco tempo. E eu também já não era mais um neném. Só sei que só houve um jeito de parar de chorar: O tico.
Semanas antes do acontecido do gatinho passei de carro com minha mãe em frente a uma clínica veterinária e me apaixonei, amor a primeira vista. Ele era pretinho com caramelo, tinha orelhas enormes, cabia na palma da mão e não tinha os olhos saltados como os outros de sua raça. A gente teve que descer, teve que pegar no colo, teve que fazer inúmeras onomatopeias que representassem fofura, mas ele não foi pra casa comigo naquele dia. Que absurdo! Comprar cachorro?! Onde já se viu isso?! Até então todos os meus cachorros haviam sido ganhados, cada um com sua história peculiar. A Biba foi minha primeira cachorra, encontrada em uma manilha de água em uma noite de muito frio. Depois de muito fazer bagunça e quase deixar minha mãe louca, a Biba teve que ir pra roça. Lá em casa tinha uma só regra, se cachorro desse trabalho ia pra roça. E depois que ia pra roça a gente perdia totalmente o contato. Acontece que a Biba tinha mania de seguir meu pai para todos os lados e um dia ela foi picada por uma cobra. Diz minha mãe, em forma de consolo talvez, que a Biba levou a picada no lugar do meu pai. A Biba então foi uma heroína. A Tchutchuca foi a segunda cachorra, com nome de rainha do funk deixou minha mãe louca e também foi pra roça. Ela não teve uma morte heroica, ficou lá e só. Que fique bem claro que a gente não abandonou nenhuma delas. Na roça tinha gente que cuidava, tinha inclusive crianças que brincavam e adoravam as cachorras.

Mas depois de tanto choro, tanta manha, não teve jeito. Meu pai teve que me dar o Tico. Lembro direitinho do dia em que ele chegou. Combinei de ir com meu pai buscar e parece que não chegava nunca a hora marcada. Quando cheguei na casa da minha vó com aquele serzinho, ela me deu um cobertorzinho e ele ficou ali comigo a tarde inteira. Com o tico foi tudo diferente,  cachorro pequeno é outra convivência. A gente passou por tanta coisa e ele sempre lá. Uma vez entrou ladrão lá em casa e só não fez nada com minha irmã porque o Tico fez um escândalo, minha mãe adora contar essa estória. Acho que a gente atrai cachorro herói, cachorro herói ou anjo de 4 patas. O Tico odeia briga, odeia choro, ele quer que todo mundo seja feliz e em paz. Ele tá sempre com a gente, não precisa de muito pra ser feliz, um carinho basta e se der comida aí que ele vira fã mesmo. Consegue perceber que a gente está chegando antes mesmo de abrirmos o portão, ele fica todo todo com as orelhas de pé. O Tico tem o coração tão bom, mas tão bom que mesmo depois de ouvir a vida inteira que ele deveria odiar gatos ele aprendeu a conviver com uma e hoje são melhores amigos.

Tenho uma dificuldade enorme em escrever sobre aquilo que gosto, acho que porque não tem palavra no mundo que descreva certos sentimentos e momentos. Tem coisa que não tem como contar, tem que sentir. O Tico não é mais o mesmo, no auge dos seus 11 anos ele tem barbinha branca, poucos dentes, é roliço como um tatuzinho e isso me dá um aperto no peito, sabe? Semana passada achei que o Tico estivesse doente, aquilo me deu uma tristeza, um arrependimento. Tantas vezes que eu perdi a paciência com ele e ele só queria um carinho, um passeio. A gente tem que dar valor naquilo que a gente tem enquanto tem, depois não adianta ficar lamentando.

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Sabe aqueles filmes em que a pessoa tem um encontro às escuras? Acho aquilo o máximo. Não aqueles encontros em que vai um monte de gente e vai mudando de mesa conforme o papo está chato, aqueles encontros em que uma pessoa conhece alguém que cisma que combina com você e te apresenta. O outro tipo de encontro, o que vai passando de mesa em mesa, é no mínimo constrangedor, fora que não deve nunca dar boa gente, né? Ou até dá, mas sei lá. O próprio fato de estar em um desses já me colocaria como louca, desesperada e encalhada. Já parou pra pensar que aqueles encontros são tipo o tinder? A pessoa vai passando e vendo quem ela quer e quem ela não quer, mas é pior porque é na cara, na lata. E se eu acho o tinder constrangedor, imagina isso?! Sim, o tinder é constrangedor. É útil, é. Mas pra cidade pequena aquilo lá é muito constrangedor. Outro dia vi na rua um menino que eu tinha curtido no tinder e Santo Deus eu não sabia onde enfiava a cara de vergonha. É óbvio que eu me fingi de totalmente interessada no assunto da minha amiga e não deixei morrer até que não tivesse mais que dar de cara, né? Quem nunca?! Em casos constrangedores nível básico eu consigo fazer isso muito bem, agora quando o nível do constrangimento é alto eu perco a fala. Tem um menino que toda vez que eu vejo me desconcerta, eu juro. Tenho uma amiga que sempre está presente e quando o menino passa eu não consigo falar mais nada, fico tipo: Anh... É... Gente, que que eu tava falando mesmo? Beijos, Dai, você sabe quem é. E não é amor, nunca foi, mas não sei que que é. Na verdade tem muita gente que deixa a gente travada, não é? Não sei o motivo, mas tem gente que eu simplesmente não consigo manter um diálogo maduro. A pessoa diz e aí, Laiz? Tudo bem? E eu digo: macarrão. 

Enfim, bem queria que fosse prática aqui no Brasil isso de: Você precisa conhecer fulano e aí a pessoa vai lá e resolve todos os detalhes do encontro pra mim. Pensa que Mara. E ia ser normal, ninguém ia achar estranho ou que eu estava desesperada. Aquela minha amiga que tem aquele amigo gato não hesitaria em apresentar. Só acho que seria bacana que alguém facilitasse as coisas de vez em quanto. Que a vó Ana não leia isso porque se não ela faz um café da tarde e convida pretendentes. Sim, ela já planejou fazer isso. 

Sim, porque minha vó é dessas. Todo mundo conhece.

Acontece que eu amo primeiros encontros, sou apaixonada. Amo combinar de me encontrar com uma pessoa. Amo a expectativa que rodeia tudo isso, a hora que não passa, o medo de levar um bolo. Eu sou uma pessoa extremamente pontual e ninguém mais é, então eu sempre acho que vou levar o bolo. Sou capaz de me lembrar de todos os meus primeiros encontros. Primeiro encontro tem expectativa, mas não tem cobrança, se não der certo não tem segundo encontro e pronto. Você inventa que vai levar o unicórnio da sua irmã para pintar as unhas e com certeza a pessoa vai entender a indireta. Primeiro encontro é muito revelador, você sabe quando vai dar certo, é quando você beija a pessoa e pensa: É, fudeu. 

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Esses dias eu tava fuçando no instagram de um amigo que separou da namorada recentemente e me deparei com um milhão de fotos do casal feliz. Acho que essas fotos que ficam depois do fim são uma grande prova da efemeridade das coisas. A vida é assim, né? Tá tudo super bem e no instante seguinte parece que o mundo desmorona e haja psicológico para lidar com isso.
Acho que o tempo passa rápido demais e isso me dá uma tristeza. Quando estou feliz demais fico temendo o que está por vir. Mas acho que já falei sobre isso aqui. Além disso, tenho um desespero enorme de não estar fazendo as coisas certas, tomando as decisões certas. Acho que é natural da gente para e pensar: O que que eu to fazendo da minha vida?! Domingo é dia disso. Todo domingo é dia de pensar: Mas fulano tem a minha idade e está bem sucedido. Fulana vai casar mês que vem. Ciclano parece tão feliz. Ciclana está dando a volta ao mundo e eu ainda nem conheci o Brasil direito. Acho que comparar a nossa vida com a do outro mata, cada um tem suas qualidades, dons e principalmente oportunidades. Comparar a nossa vida com a do outro é o segredo da infelicidade. E as redes sociais tão aí pra isso, né? Outro dia vi um vídeo sensacional sobre o assunto. Recomendo a todos assistirem.








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Minha mãe é cheia dos bordões, cheia das frases em que ela insiste em sempre repetir. Ela vive falando: "Deus sabe o que faz e a gente não sabe o que fala". Muitas vezes quis morrer quando ela disse essa frase. Poxa, Deus, já tá na hora de fazer alguma coisa pra me ajudar, né?! Ou então: Sério que vou ter que cair de novo pra aprender com o meu erro?! Só acho que Deus deveria ter umas maneiras mais simples de me ensinar, poderia usar sua voz de Deus que eu imagino que seja tipo de locutor de rádio, grossa, acho que é culpa do Cid Moreira e falar: Laiz, se você ficar com fulano ele vai partir seu coração. E eu ficaria mesmo assim porque aí Deus estaria sendo tipo mãe, né? E se tem uma coisa que a gente faz é contrariar mãe. Se bem que minha mãe nunca falou: Não fica com fulano. Acho que porque ela sabia que se eu quebrasse a cara sozinha eu me sairia bem melhor no final. Sem aquele sentimento de: A culpa foi dela que não deixou que eu tentasse. Valeu, mãe. Te amo pra sempre, sua linda.

O culpado


Eu sou uma pessoa que desvia do assunto com uma facilidade enorme. O que eu queria dizer é que Deus não me fez famosa porque sabe que eu não suportaria o baque. HAHAHAHA Sim, eu poderia ter um blog famoso, ser cheia de seguidores, escrever para um jornal famoso, ter meu primeiro livro publicado aos 17 anos, mas não. Fico vendo a perseguição que a Tati Bernardi sofre e gentem. Deve ser barra. Sei lá, qualquer coisa que ela posta vira polêmica, a maioria negativa. As pessoas adoram falar o quanto ela não escreve nada relevante. E eu adoro as coisas que ela escreve, não acho que a função dela seja escrever algo relevante, que mude vidas. É igual eu mesmo, nunca vou escrever nada que mude alguma vida, é só um passatempo para aqueles que gostam de ler. Falando em passatempo eu gostava mais daquelas antigas, o que seria aquele macaco radical e descolado com cara de pré adolescente? Enfim, sobre a Tati: Quero ser igual a ela quando crescer.
Tati não tá nem aí pro que dizem dela

Ainda quero ir no Jô. Vou chorar muito e falar: Jô, eu sempre escrevi que queria vir aqui. Se eu to aqui é porque eu sou sucesso. Deus, eu não sei lidar com críticas, mas juro que posso aprender. Já aprendi tanta coisa, né? Tanta coisa que nem serviu pra nada. Pode me fazer famosa já que eu vou conseguir segurar esse forninho. E outra esse papo de ser pobre já deu também. Já aprendi a lição que a gente deve dar valor no dinheiro, que ninguém é melhor que ninguém. Agora faça-me rycah e famosa. Beijos.
Rafinha Justus Rycah e Glamurosa

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Eu queria ser aquelas pessoas magras, sabe? Aquelas pessoas que têm o metabolismo aceleradíssimo, comem tudo que veem pela frente, não fazem academia e nunca engordam. Aquelas pessoas que comem 20 pedaços de pizzas no rodízio e você olha espantada pensando: Pra onde vai isso?! Eu tenho certeza que você já teve alguma amiga assim. Na minha vida inteira eu tive infinitas amigas assim. Todas vieram ao mundo com a missão de me lembrar o tempo todo o quanto a vida é injusta.

Tipo a Gisele que samba na minha cara desde sempre.

Eu amo comer, um amor profundo e duradouro. Comer é aquela paixão de infância que eu nunca vou deixar de ter. Eu posso me controlar, posso me privar, mas eu sempre vou amar. Quando li comer, rezar e amar imaginava cada cena e ficava com fome, nunca na vida tive tanta vontade de comer macarrão. E quando eu cismo que eu quero comer alguma coisa eu viro um inferno, só falo disso. Coitado dos meus amigos. Fico dias falando. Na verdade se você quer me ver tagarelar de verdade, fale de comida ou seriado. Mas principalmente de comida. Posso ficar horas falando de comida, de lugares onde encontro as melhores comidas, suas especialidades e tudo isso entre UNHHHHHs infinitos.
Esse livro é tão perfeito que acho que vou citar pra sempre.

Tenho as vontades mais engraçadas. Fiz uma dieta rigorosa de 4 meses e nesses meses adquiri desejos esquisitos por coisas que eu nem gostava tanto assim por exemplo, pamonha e pipoca. Eu quase chorava de vontade comer pamonha. Acho que foi uma abstinência tão forte que hoje em dia quase toda semana eu ligo pra minha mãe implorando: "Mãããe, por favor. Compra pamonha, eu to com desejo." E isso gerou em minha mãe um nível de preocupação tão alto que tive que ouvir durante um tempo perguntas e indiretas constrangedoras. Sim, ela achava que eu estava grávida. Mas agora ela já acostumou e sabe muito bem que se eu estiver grávida é de uma lombriga. Lombriga essa que já tem até nome: Cleonilda.

"Olha a pamonha, olha o curau." - Da série: Ícones que marcaram minha infância.
Eu vivo de dieta. Pode parecer que não, mas é verdade. Vivo me controlando, vivo me regrando, pensando o que pode e o que não pode. Mas as vezes não dá. Tenho um amigo que falou: A gente tem que comer pra viver e não viver pra comer. Ele tem razão, mas comer é tão bom. O problema é que sou 8 ou 80. Não consigo comer um brigadeiro, um pedaço de pizza, uma bola de sorvete ou  um saquinho pequeno de pipoca. (gente, sempre que escrevo pipoca volto pra ler se não escrevi errado. Porque, né?). Eu tenho que comer até morrer. Mas estou melhorando, juro. Tá sendo a minha atual meta.  Juro que acho mais fácil não comer do que comer só um. Depois que eu como uma bobeira no dia ligo o foda-se, acho que é porque comer é tipo um vício. Enfim, eu sou 8 ou 80 em tudo na minha vida. Costumo ser radical com tudo. Lembro de ouvir amigas reclamando de namorados de anos e dizer: larga. Ou é sim ou é não. Ou eu amo ou odeio. Ou fico totalmente apaixonada ou totalmente indiferente. Ou extremamente feliz ou "sei lá".  E acho que ficar sei lá é péssimo. Bobeira, né?

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Eu odeio gente que se irrita facilmente. Odeio gente que já acorda irritado e qualquer coisinha já é motivo.
Sabe outra coisa que eu odeio? Odeio quando eu to andando no passeio e tem alguém andando na minha frente e a pessoa não anda nem tão rápido que eu fique longe e confortável e nem tão devagar que eu consiga ultrapassar sem parecer que preciso tirar a mãe da forca. E quando você não anda rápido o suficiente você fica ao lado da pessoa que você tentou ultrapassar e é pior ainda.

Odeio também quando estou com o tênis desamarrado. Não porque eu ache que eu vou cair, mas porque eu acho que nada prova tanto que as pessoas se preocupam com a vida das outras que um tênis desamarrado. Sempre aparece uma boa alma para alertar. Ah, mas por que você não amarra? Tão simples. Você já viu o tamanho da minha bunda? Pessoas bundudas não amarram o tênis no meio da rua. E não porque é bonito ou porque alguém vai parar pra olhar, mas porque é muito tenso. Outro fato interessante é que pessoas da bunda avantajada têm mais tendência a deixarem o cofre aparecer. Pelo simples fato de que o cofre do bundudo é muito mais alto que o cofre do desbundado. Isso é tão constrangedor.

Eu odeio barulho de leite, sabe? Quando a pessoa suga o leite para tomar. Algumas pessoas não fazem isso com leite, mas fazem com sopa.
Imagine o sugar da sopa e tenha um dia irritante.

Odeio barulho de gente que engole água muito rápido e fica aquele glup glup glup. Eu sempre faço isso, mas odeio mesmo assim.
Odeio gente sonsa. Aquelas que se fazem de santas, mas só rezando muito pra não ser atingido pelas maldades. 
Odeio gente lerda. Gente que não faz nada e fica panguando. Gente que parece que precisa de um pedala Robinho eterno pra ver se toma jeito. 

Odeio gente soluçando, soluço irrita qualquer cristão. A pessoa fala e no meio da frase é interrompida por ela mesmo. Santo Deus, quanta aflição.
Minha mãe fazia isso comigo para o soluço passar. Nunca entendi qual o sentido disso.

Odeio gente que masca chiclete desesperadamente feito vaca. Eu faço muito isso também. Mas eu não me ouço então eu posso odiar.
Odeio gente que não entende o que eu digo. Até porque eu sou surda e nunca entendo.
Odeio gente chorando perto de mim porque eu nunca sei o que fazer para acalmar o ser chorante.

Odeio quem se acha o dono da razão. Gente que não aceita nunca estar errado. Acho um absurdo porque eu sou a dona da razão. Ela é minha. E ai de quem quiser dividi-la comigo.
Odeio gente sem educação. Gente que se acha no direito de maltratar os outros. Respeito acima de tudo, né? Mas acho que deve ser bem mais fácil ser assim.
Acho que um post jamais seria suficiente para citar minhas irritações. Queridas coisas que me irritam, o problema não é com vocês, é comigo.

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- Laiz, falaram mal de você.
Fico profundamente preocupada e pergunto:
- Como assim? Quem?
- Fulano
- Quem?
- Fulano
- Mostra o face.
A pessoa mostra o face e eu chego a conclusão que eu não conheço fulano. Sei quem é, mas não conheço. Já vi na rua, mas só. E tenho certeza que nunca conversei. Ou seja, a pessoa nem conhece e tá falando mal. Gente, isso nem aconteceu recentemente. É só pra dizer que a maioria das pessoas que falam mal da gente nem conhece, nunca nem conversou. E mesmo assim quando acontece eu fico arrasada. É um grande defeito meu ligar para o que os outros pensam. Eu não penso: Foda-se eu nem conheço. Eu penso: Poxa, mas eu nem conheço.


Pior ainda é quando eu conheço quem falou mal. Na maioria dos casos prefiro nem saber. Não consigo relevar, sabe? Ou eu tiro satisfação na boa que é pra pessoa saber porque eu nunca mais vou olhar na cara dela ou eu fico na minha. Mas se eu fico na minha eu vou remoer isso eternamente e um dia quando alguém me falar de fulano eu vou falar: Ah eu não gosto dele porque quando eu tinha 5 anos ele falou que eu tinha cara de mamão e eu odeio mamão porque mamão cheira a vômito. Ai sou tão madura.

Eu queria ser aquelas pessoas que não tão nem aí. Ou então aquelas pessoas que fazem barraco. Tipo a Valeixxxxca Popozuda. A valesca é minha inspiração. Juro. Queria ser que nem ela. Queria chegar e enfiar o dedo na cara e falar: Escuta aqui, fulaninha. Que que cê tá de caôzada? Isso tudo é recalque heim? Eu vou dá uma na tua cara e aí sim você vai ver que que é bão. A Valesca é minha inspiração porque ela é ela, sabe? E foda-se os outros.

Queria fazer barraco, queria que as pessoas tivessem medo dos meus barracos. Mas eu sou tão o oposto disso, sou tão na minha, tão idiota. Muito pelo contrário, tenho horror a barraco, tenho horror a gente que quando fala xinga com mil palavrões. Eu não sou uma lady, mas acho tão desnecessário que para ter atenção a pessoa precise chamar a outra de nomes horríveis. Sabe? Tem gente que não tem argumento e tudo que sabe fazer é sair xingando com palavrão. Na verdade não tenho só horror a barraco. Tenho vergonha alheia. Tenho pânico que aconteça comigo. Acho muito micão. Já vi gente agarrando o cara que eu tava e não fiz nada. Quem me conhece sabe que eu fujo de briga, prefiro ficar na minha e fazer e egípcia.


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